Segundo o Raio X do Investidor Brasileiro, da Geração Z, mais digital e conectada à IA, até os Boomers+, que ainda preferem a TV e o atendimento presencial, o levantamento mostra como os hábitos mudam entre as gerações, mas convergem em um mesmo objetivo: proteger o patrimônio com segurança e retorno.
Equipe GemCapital
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Vivemos em uma atualidade em que recebemos muitas informações de todos os lados, mas cada geração recebe a notícia de uma forma diferente, inclusive em relação à confiabilidade da informação repassada (qual é o meio de informação). Essa confiabilidade acaba afetando como cada geração recebe e busca se informar. Mas, quando o assunto é mercado financeiro, como cada geração se comporta?
Segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, realizada pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais) em parceria com o Datafolha, 36% da população brasileira já tem algum investimento financeiro, um avanço de 5 pontos percentuais em relação a 2021, quando o índice era de 31%. Isso equivale a 60,6 milhões de investidores no país, enquanto 107,7 milhões de brasileiros ainda estão fora do mercado. A idade média do investidor brasileiro é de 43 anos.
Um dado chama atenção: o percentual de investidores está mais equilibrado entre as gerações do que se imaginava, 38% dos millennials, 36% da geração Z, 35% da geração X e 33% dos boomers+ (65 anos ou mais) já possuem algum tipo de investimento. Ainda assim, cada geração continua se relacionando com o dinheiro à sua maneira.
Segue sendo a geração mais digital na hora de se informar. O YouTube é disparado o canal preferido, citado por 49% desse público, seguido do Instagram (45%) e de buscadores como o Google (29%). É também a geração que mais recorre à inteligência artificial para se informar sobre investimentos: 17% dos investidores desse grupo já usam algum assistente de IA, o maior índice entre todas as faixas etárias.
É a geração com o maior percentual de investidores, 38%, superando até a geração Z. Também lidera na adoção de bancos digitais: 22% preferem operar por instituições sem agências físicas. O uso de IA como fonte de informação já chega a 11% desse grupo.
35% dessa geração já investe, mas a migração para o digital é mais lenta: apenas 10% preferem bancos totalmente digitais, e a maioria ainda recorre a canais e atendimento mais tradicionais. O uso de IA para se informar é bem menor, presente em apenas 4% dos investidores dessa faixa.
33% dessa geração já investe, e é o grupo mais resistente ao digital: 73% preferem bancos com agências físicas, contra apenas 7% que usam exclusivamente bancos digitais (percentual que cai para 4% entre quem tem mais de 60 anos). Na hora de buscar informação, a televisão ainda lidera, com 23% de preferência, seguida do YouTube, com 14%. Jornais e revistas, buscadores e WhatsApp aparecem empatados em terceiro lugar, com 11% cada. Apenas 2% dos boomers usam IA para se informar sobre investimentos.
Pelo quinto ano consecutivo, o YouTube é o canal mais citado pelos investidores brasileiros em geral, com 35% das menções, seguido do Instagram, com 27%. A televisão vem perdendo espaço ano após ano: caiu de 34% para 21% em cinco anos. Uma novidade desta edição é o uso de assistentes de inteligência artificial como fonte de informação, hoje já adotado por 9% dos investidores, superando Facebook, e-mail, TikTok e rádio.
Não é só a busca por informação que mudou: o uso de canais online para efetivar investimentos cresceu de 48% para 63% entre 2021 e 2025, enquanto a ida presencial ao banco caiu de 43% para 32%. Ainda assim, conversar com um gerente ou assessor continua sendo o principal fator de decisão na hora de investir, citado por 26% dos entrevistados.
A caderneta de poupança continua sendo o produto financeiro mais usado entre os investidores brasileiros, mas sua participação vem caindo ano após ano: de 23% em 2021 para 22% em 2025. Já os títulos privados avançam: eram apenas 2% dos investidores em 2021 e hoje já somam 7%.
Independentemente da geração ou do canal que cada pessoa usa para se informar, todo investidor busca basicamente a mesma coisa: segurança e retorno para o seu patrimônio, os dois principais motivos citados por quem investe, com 26% e 37% das menções, respectivamente. Uma das formas de reforçar essa proteção diante das oscilações do mercado é diversificar em ativos físicos, como o diamante. Entre em contato com um dos consultores do GemCapital e saiba mais
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