Quando analisamos o perfil do investidor, conseguimos compreender melhor a relação do brasileiro com a educação financeira. A matéria a seguir apresenta uma análise detalhada desse perfil comportamental.
Equipe GemCapital
· 2 min de leitura

Quando observamos o perfil de investidor do brasileiro, segundo levantamento realizado em todo o país pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com 1.371 pessoas, entre 15/01/2025 e 15/02/2025, vemos um alinhamento histórico: o principal perfil de investidor continua sendo composto por homens, na faixa etária de 46 a 59 anos.
O nível educacional do brasileiro também reflete nessa série histórica, já que a maioria dos participantes possui ensino superior ou pós-graduação, reforçando que o mercado financeiro atrai um público mais instruído. Boa parte dos entrevistados faz parte da região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais).
O levantamento mostrou que os participantes possuíam um bom entendimento sobre conceitos básicos de inflação e rentabilidade. Mas, quando se trata de tópicos mais avançados, demonstraram possuir lacunas.
Entre todos os participantes, ficou evidente que todos pensam em poupar para a aposentadoria, principalmente entre os perfis conservadores e moderados. Os arrojados também se preocupam, mas o objetivo principal deles é montar uma renda passiva.
Conforme o relatório, 63% dos participantes se consideram conservadores, e têm como principal objetivo construir uma reserva de emergência para a aposentadoria. Pessoas com perfil moderado representaram 68%, onde o objetivo também se mantém focado nas reservas para aposentadoria. Já entre os 76% que se identificam como arrojados, o foco principal é construir uma renda passiva e, após isso, focar na aposentadoria.
Boa parte dos entrevistados informou ganhar acima de R$ 5.000,00, porém não declarou possuir uma meta de valores a serem guardados por mês. Ainda assim, 86% dos participantes informaram estar preparados para imprevistos financeiros.
Ao analisar uma visão mais conjunta referente ao que foi investido nos últimos 12 meses, notou-se um aumento na busca por rentabilidade (45,89%), diversificação da carteira (42,66%) e interesse pela educação financeira (42,17%).
Entre todos os quesitos analisados, existem três que chamaram a atenção dos pesquisadores por apresentarem um comportamento ambíguo dos participantes, pois estes demonstram disposição para correr riscos, mas, ao mesmo tempo, não sabem lidar com as perdas. Os que mais se destacam são a propensão ao risco (58%), a aversão à perda (51,12%) e a hot hand fallacy (quando a pessoa acredita que o lucro permanecerá constante), com 49,07%. A autoconfiança excessiva também se faz presente, representando 41,84% dos entrevistados, que acreditam saber o que é certo ou errado na hora de investir.
Esse levantamento mostra apenas um raio-X do comportamento do brasileiro, e não um panorama total. No entanto, quando analisamos a fundo, esse recorte acaba sendo algo bem fiel, muito pela falta de interesse geral no assunto.
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Conteúdo produzido pela equipe editorial da GemCapital.

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